Tecnologia
Subsídios Bilionários Redefinem o Mapa Global de Semicondutores e Exigem Posição Estratégica do Brasil

A disputa global por soberania tecnológica atinge seu ponto mais quente. Países e blocos econômicos, liderados pelos Estados Unidos (Chip and Science Act) e pela União Europeia (European Chips Act), despejam subsídios e incentivos fiscais bilionários para atrair a construção de fábricas de semicondutores (fabs) e centros de pesquisa avançada. Este movimento, focado em garantir o suprimento de hardware essencial para a IA e a defesa nacional, cria um cenário de competição feroz que exige uma estratégia de diplomacia comercial e investimento nacional para que o Brasil não seja marginalizado na nova economia de chips.

A pandemia e as tensões geopolíticas recentes expuseram a perigosa dependência global de poucos fornecedores asiáticos de semicondutores. Em resposta, as grandes potências estão internalizando a produção com a injeção maciça de capital estatal. Paralelamente, o avanço da tecnologia de Chiplets (módulos independentes que se integram em um único processador) está criando novas oportunidades. Consórcios buscam padronizar a interconexão desses módulos, permitindo que países (ou empresas) que não podem construir uma fab completa invistam em centros de design especializados ou em segmentos específicos da cadeia de suprimentos. Isso permite que nações como o Brasil busquem nichos de mercado e não apenas a produção em massa.

Para o Brasil, a corrida por fabs representa um dilema. Sem o poder financeiro para competir diretamente com os subsídios americanos ou europeus, o país precisa definir um foco estratégico para atrair capital e know-how. A análise de especialistas sugere que o país deve concentrar seus esforços em: 1) Incentivos fiscais e regulatórios para atrair centros de design e startups de chiplets; e 2) Investimento em P&D e formação de talentos para fornecer mão de obra altamente especializada. O risco é que o capital estrangeiro seja totalmente desviado para regiões com subsídios mais agressivos, afetando a capacidade nacional de inovação em setores cruciais como defesa e telecomunicações (5G/6G).

A batalha pelos semicondutores é, fundamentalmente, uma questão de segurança nacional, uma vez que quem controla a produção de chips de ponta controla o futuro da Inteligência Artificial e da tecnologia militar. A dependência de hardware importado implica vulnerabilidade a embargos e a eventuais falhas de fornecimento. O investimento em infraestrutura e o desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos resiliente não é apenas uma questão econômica, mas um imperativo de segurança e defesa para garantir a autonomia tecnológica em um mundo cada vez mais polarizado.

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