Tecnologia
Protocolo "Agent-to-Agent" Traz o Surgimento da "Internet das IAs" na CES 2026

Em uma série de anúncios coordenados na CES em Las Vegas, líderes da indústria tecnológica revelaram o Protocolo A2A (Agent-to-Agent). Trata-se de uma camada de comunicação descentralizada que permite que agentes de diferentes ecossistemas, como o seu assistente pessoal no smartphone e o agente de reservas de uma companhia aérea, "conversem" e negociem entre si de forma autônoma. O movimento sinaliza a transição da Web 3.0 para a Web 4.0, onde a navegação manual em sites e aplicativos começa a ser substituída por uma rede de serviços coordenados por agentes.

Até o final de 2025, a interação entre diferentes IAs dependia de integrações de API rígidas e centralizadas. O Protocolo A2A introduz uma linguagem semântica universal e contratos inteligentes que garantem que um agente possa solicitar informações, realizar pagamentos e confirmar agendamentos com outro agente de forma segura, sem que o usuário precise abrir múltiplos aplicativos.

Essa mudança transforma o comportamento do consumidor. Em vez de pesquisar voos, comparar preços de hotéis e preencher formulários de seguro, o usuário agora emite um comando único ao seu agente pessoal: "Organize minha viagem para Tóquio em março com foco em custo-benefício". O agente pessoal, então, interage com dezenas de outros agentes de serviço para montar o itinerário, negociar descontos e processar as transações em segundos.

Com o surgimento desta "Internet de Agentes", a segurança tornou-se a preocupação central das publicações técnicas deste início de ano. O novo protocolo introduz o conceito de Agent ID, uma identidade criptográfica verificável que garante que uma IA é, de fato, representante legítima de uma pessoa física ou de uma empresa.

"O desafio de 2026 não é mais a capacidade de raciocínio da IA, mas a confiança na execução delegada. O Protocolo A2A utiliza arquitetura Zero Trust para garantir que nenhum dado sensível seja compartilhado sem autorização explícita do proprietário", afirmam os documentos técnicos do consórcio.

A expectativa é que, até o final de 2026, a maior parte do tráfego de dados na internet não seja mais gerada por humanos clicando em links, mas por agentes realizando requisições M2M (Machine-to-Machine). Isso deve forçar uma reestruturação completa do modelo de negócios do varejo e do marketing digital, que agora precisará "convencer" os algoritmos de recomendação dos agentes, e não apenas o olho humano.

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